Mênfis & Museu

Mênfis, República Árabe do Egito
Tema: Egito Antigo
Sítio Arqueológico: Mênphis-Gizé
Museu: Mit Rahina
Visita: Setembro, 2015
Patrimônio Mundial da UNESCO, 1979

Website Collection location
Website GoogleMaps

Mênfis era uma das cidades mais antigas e importantes do antigo Egito, localizada na entrada do vale do rio Nilo, perto do planalto de Gizé. Ela serviu como a capital e centro de culto religioso.

O nome original da cidade era Hiku-Ptah (também Hut-Ka-Ptah), mas mais tarde foi conhecida como Inbu-Hedj, que significa ‘Paredes Brancas’ porque foi construída com tijolos de barro e depois pintada de branco. Na época do Império Antigo (c. 2613-2181 a.C), era conhecido como Men-nefer (“o duradouro e belo”), que foi traduzido pelos gregos como ‘Mênfis’. Foi fundada pelo rei Menes (c. 3150 a.C), que uniu as duas terras do Egito em um único país. Menés foi o unificador do Alto e Baixo Egito, tornando-se assim o primeiro Faraó da primeira dinastia. Os reis do Primeiro Período Dinástico no Egito (c. 3150-2613 a.C) e do Antigo Reino (c. 2613-2181 a.C) governaram de Mênfis, e mesmo quando não era a capital, permaneceu um importante centro comercial e cultural. Atualmente, Mênfis é considerada um museu a céu aberto.

Ramses II

Ramessés II, o Grande ou Ramsés II, foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, uma das dinastias que compõem o Império Novo. Reinou entre aproximadamente 1279 a.C. e 1213 a.C., tendo tido um dos mais prestigiosos reinados da história egípcia, nos aspectos econômico, administrativo, cultural e militar. Teve também um dos mais longos reinados da história egípcia, governando a nação por 66 anos. Houve 11 soberanos com o nome Ramessés no reino do Egito, mas somente a ele foi atribuído o epíteto de “O Grande”.

Esfinge de Alabastro


Esculpida a partir de uma única peça de alabastro, essa esfinge mede 4 metros de altura, 7 metros de largura e pesa 80 toneladas. Devido às suas feições e outros detalhes, acredita-se que representa a rainha Hatshepsut.

Mênfis novamente reviveu como um centro religioso e, sob os faraós saitas da 26ª Dinastia (664-525 a.C), a cidade foi reconstruída e fortificada. Os deuses do Egito, especialmente Ptah, continuaram a ser adorados lá, e outros santuários e monumentos foram construídos em sua homenagem. Ptah, o deus local de Memphis, era patrono de artesãos e, em alguns contextos, também um deus criador. O grande templo de Ptah era uma das estruturas mais proeminentes da cidade. De acordo com um documento egípcio conhecido como “Teologia Memfita”, Ptah criou os humanos por meio do poder de seu coração. O conceito, tendo sido moldado no coração do criador, foi trazido à existência por meio da própria expressão divina. Em sua liberdade das analogias físicas convencionais do ato criativo e em seu grau de abstração, este texto é virtualmente único no Egito e atesta a sofisticação filosófica dos sacerdotes de Mênfis.

No ano 2240 a.C, Tebas, atualmente Luxor, a substituiu como capital do Egito. Os séculos se passaram e, em 331 a.C, com a fundação de Alexandria, Mênfis começou a perder importância e, no ano 641 d.C, ficou abandonada. As estruturas que faziam parte da cidade foram transferidas e utilizadas na construção do Cairo.

Além do espaço a céu aberto de onde observamos o que resta da antiga Mênfis, podemos visitar o Museu Mit Rahina, uma pequena construção que abriga alguns objetos do período antigo de Mênfis. Entre esses itens com inscrições hieroglíficas e estátuas, está a mais incrível e importante delas o Colosso de Ramsés II que apesar da falta de duas pernas, a estátua mede 13 metros de altura e nela se pode observar todo tipo de detalhe.


🌐 Existe uma coleção de arte do Antigo Egito na Universidade de Memphis no Tennessee, USA que leva o nome da antiga cidade egípcia – O Instituto de Arte e Arqueologia Egípcia mantém uma coleção de mais de 1.400 antiguidades egípcias antigas. Esses artefatos estão alojados no Museu de Arte da Universidade de Memphis TN-USA. Aproximadamente 200 desses objetos, a maioria variando em data de 3800 a.C. a 700 d.C estão em exposição permanente na Galeria Egípcia do Museu.


Foto-α: Colosso de Ramsés II
Fontes: Britannica.com & WorldHistory.org


Tanto ou mais que as pessoas, os lugares vivem e morrem.
Com uma diferença: mesmo se já mortos, os lugares retêm a vida que os animou.
No silêncio, sentimos-lhes os ouvidos vigilantes ou o rumor infatigável dos ecos ensurdecidos”.
Fernando Namora


UM Valew Valew OnTheRoad ==🤙

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